Áreas de atuação

Fratura do Colo Femoral

A Fratura do Colo Femoral e Troncatérica é mais comum em idosos, devido a incidência de osteoporose. Normalmente essas fraturas ocorrem em pacientes com idade entre 65 aos 99 anos, uma vez que nesta fase ocorre redução na formação óssea, causada principalmente pela menor produção de hormônios. Dessa maneira os ossos ficam mais fracos. A doença é três vezes mais comuns em mulheres do que em homens.

 

Destacamos a importância da família do idoso pesquisar o motivo da queda, uma vez que pacientes idosos desmaiam em consequência de infartos do coração, derrames (acidentes vasculares cerebrais-AVCs) entre outros.

 

As fraturas de fêmur proximal são classificadas pela localização anatômica em 3 tipos:

 

  • Fratura do colo femoral (atinge a região de transição entre a cabeça femoral e a região trocantérica).
  • Fratura Transtrocantérica (atravessam a região trocantérica entre o pequeno e grande trocanter. A diferença dessa fratura é que ela atinge uma área ricamente vascularizada e com grande quantidade de osso esponjoso).
  • Fraturas subtrocantéricas (atingem abaixo da região trocantérica. São menos frequentes que fraturas do colo femoral e trocantéricas).

 

Em idosos, a doença pode ser causada após uma diretamente sobre o quadril ou mecanismo em torção no qual o tronco do paciente gira com o pé fixo. Alguns pacientes com fratura de estresse (insuficiência) podem fraturar o fêmur proximal súbita e espontaneamente, sem queda. Já os jovens fraturam o quadril em acidentes após um acidente de trânsito ou quedas de altura.

 

As queixas mais comum quando o paciente sofre a fratura são as dores de início súbito e impossibilidade para caminhar. Alguns pacientes relatam que mesmo com o  colo do fêmur fraturado conseguem caminhar. A doença ainda pode gerar um encurtamento da perna do lado quebrado e rodada para fora (o pé apontando para lateral).

 

As fraturas do fêmur proximal são de tratamento cirúrgico. A cirurgia pode apenas fixar a fratura (colocar os fragmentos ósseos no seu devido lugar e fixá-los com parafusos, placas ou hastes)  ou realizar uma artroplastia de quadril.  O tratamento conservador é indicado em raras oportunidades.